| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Piciformes |
| Família: | Picidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Picumninae |
| Gray, 1840 | |
| Espécie: | P. limae |
Endêmico do Nordeste do Brasil, o picapauzinho-da-caatinga é uma espécie relativamente comum em sua área de ocorrência. Ao contrário do que seu nome popular sugere, a espécie não vive apenas na Caatinga - ela ocorre em uma ampla variedade de habitats, tanto na Caatinga quanto na Mata Atlântica. Sua plumagem é extremamente variável e as populações de plumagem mais escura eram até recentemente tratadas como uma espécie separada (picapauzinho-canela Picumnus fulvescens), mas um estudo taxonômico demonstrou que a variação deste grupo é contínua e, portanto, as duas supostas espécies eram apenas divisões arbitrárias dessa variação (Lima et al. 2020). As populações no norte da distribuição são geralmente amarelo-claro ou creme, enquanto as populações no sul e leste da distribuição tendem a ser mais amarronzadas. Seu canto consiste em uma sequência de trinados agudos e rápidos e, ao contrário de sua plumagem, não varia entre as populações.
Um pequeno pica-pau com aproximadamente 10 cm de comprimento e 8–12 g. A coloração da plumagem varia amplamente de creme a marrom-ferrugem, com populações mais claras no norte e populações mais escuras no leste e sul da distribuição. Ambos os sexos têm uma coroa preta com manchas brancas, mas apenas os machos têm a testa vermelha ou laranja. Os juvenis têm uma coroa castanha com estrias brancas nas laterais da cabeça.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
Reproduz de outubro a agosto. Assim como outros pica-paus, utiliza cavidades em troncos de árvores como ninho.
Ocorre em uma ampla variedade de ambientes, em matas semi-decíduas, caatingas altas, áreas degradadas, matas secundárias na Mata Atlântica e até em áreas urbanizadas. Vai desde o nível do mar até os 1000 metros de altitude.
Endêmico do Brasil, ocorre tanto na Caatinga quanto na Mata Atlântica. Possui registro nos estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas.
Rafael D. Lima, Barbara M. Tomotani, Luís F. Silveira (2020) Colour variation and taxonomy of Picumnus limaeTexto em itálico Snethlage, 1924 and P. fulvescens Stager, 1961 (Piciformes: Picidae). Journal of Ornithology 161 (2): 491–501. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s10336-020-01745-0 ou https://www.researchgate.net/publication/338774618_Colour_variation_and_taxonomy_of_Picumnus_limae_Snethlage_1924_and_P_fulvescens_Stager_1961_Piciformes_Picidae
Juan Ruiz-Esparza, Patrício A. Rocha, Adauto S. Ribeiro, Stephen F. Ferrari, Helder F.P. Araujo (2011) Expansion of the known range of Tawny Piculet Picumnus fulvescens including the south bank of the São Francisco River in north-east Brazil. Bulletin of the British Ornithologists' Club 131(3):217–221. Disponível em: https://www.biodiversitylibrary.org/page/50781168#page/83/mode/1up
Lester L Short (1982) Woodpeckers of the world. Delaware Museum of Natural History, Greenville. Disponível em: https://www.biodiversitylibrary.org/item/227699#page/5/mode/1up
Marcelo Silva, Jorge B. Irusta, Marcelo C. Rodrigues (2012) Reproducción del Carpinterito de Ceará (Picumnus limae) en Rio Grande do Norte, Brasil. Ornitologia Neotropical 23: 429–437. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/287939435_Reproduction_of_the_Ochraceous_Piculet_Picumnus_limae_in_Rio_Grande_do_Norte_Brazil